Na verdade, não é uma questão de quem está lutando com quem ou contra quem, pois quem são os protagonistas desta batalha é um ponto insignificante. Não adiantaria tratar as pessoas que tentam se apossar do Reiki como bodes expiatórios e como a causa de todo o mal. Patentear o Reiki não é idéia de uma só pessoa, mas uma loucura coletiva que finalmente encontrou um veículo adequado para sua realização. Se a sra. Fulana de Tal não o tivesse feito, alguma outra pessoa certamente pensaria em fazê-lo. Certa vez perguntaram a um santo indiano, chamado Nisargadatta Maharaj, por que ele nunca falava sobre a terrível guerra entre a Índia e o Paquistão. "Porque", respondeu ele, "vocês (os ouvintes) são tanto os assassinos como os assassinados". Osho disse que apenas uma pessoa iluminada não faz parte de todo o mal que existe no mundo, porque somente um ser iluminado tem consciência de suas ações.


O poder corrompe os seres humanos sem piedade. Tendo uma vez experimentado o gosto do poder sobre outras pessoas, o indivíduo já não terá escolha. A não ser que se torne completamente equilibrado e centralizado, ele será arrebatado pelo poder como que por uma onda na tempestade e perder-se-á dentro dela, mesmo que racionalize seus atos incansavelmente. As pessoas que pensaram em monopolizar o Reiki achavam que tinham bons motivos para isso, o que, entretanto, não ajuda. Reiki, significa energia vital, ele é e será sempre livre como o vento. É acessível a todos, e qualquer pessoa que tente tomar posse da energia vital está destinada a fracassar.

O poder é, em sua forma primitiva, nada mais do que energia, nada mais do que força. Ele sempre depende da forma como é utilizado. O mesmo, naturalmente, aplica-se ao dinheiro. Quando ambos são empregados apenas para a vantagem de um indivíduo ou de um pequeno grupo, o resultado é sempre uma catástrofe para o resto da humanidade.

Dinheiro e poder são tópicos interessantes, especialmente em relação ao mundo espiritual. Muitos professores de Reiki têm pouca experiência em negócios ou em comunicação. Freqüentemente exploram seu poder sobre os alunos de uma forma inconsciente. Naturalmente, são necessários dois jogadores para jogar este jogo: aquele que exerce o poder e aquele que cede seu próprio poder. A vítima e o agressor formam uma relação simbiótica. Em quase todas as famílias, esses papéis são desempenhados por seus vários membros.

Especialmente em uma área espiritual como o Reiki, o poder é especialmente prejudicial. Recomendo a todos os alunos de Reiki que se afastem de qualquer professor de Reiki que tenha sede de poder, caso ele não esteja disposto a retornar a um estado de luz e unidade. O ego espiritual é o mais teimoso e desagradável de todos os egos! O poder não é algo como uma propriedade pessoal. Pelo contrário, é um sentimento coletivo que foi dado a todos nós desde o início. Passamos a ter uma escolha sobre sermos ou não arrebatados por esta onda no momento em que nos conscientizamos dela.

Não acho que o Reiki deva ser ensinado gratuitamente. O dinheiro é apenas uma ferramenta que tem por fim organizar mais facilmente a troca de coisas ou serviços. O problema é de natureza psicológica e não está ligado ao dinheiro em si, o qual é completamente livre de valores. Entretanto, nós o associamos a certos sentimentos, idéias e ideologias.

Não há uma relação direta entre o Reiki e o dinheiro. O dinheiro é energia formatada para que possa ser usada de maneira fácil e divertida por todos nós para trocarmos bens ou serviços. O dinheiro pode ser um belo instrumento, mas o problema é a nossa atitude com relação a ele.

Uma quantia inacreditável de dinheiro está sendo ganha em toda parte com o Reiki, resultando em uma grande quantidade de poder. Muitos professores que costumavam ganhar muito com o Reiki devem agora repartir esses lucros com outros professores. Obviamente, isso dói. Mas como muitos de nós não estão dispostos a tratar com os outros de um modo civilizado, surge um conflito que, infelizmente, prejudica a questão em si. Neste caso, a questão é o Reiki. Como há tantos professores de Reiki, aonde tudo isso vai nos levar?

A coisa que sempre envenena as nossas transações financeiras com as outras pessoas é a ausência de clareza. No caso de uma iniciação ou sessão de Reiki, deve estar claro de antemão o que o "doador" gostaria de receber em troca de seus serviços, seja isso uma certa soma de dinheiro que pareça justa, ou algum outro tipo de compensação. O que outros praticantes de Reiki pedem por seus serviços não deve ser considerado de modo algum. Essa é uma decisão individual.

Há, basicamente, dois campos separados: um considera o dinheiro sujo e mau, acreditando que ele corrompe quem quer que o possua. Acredita no amor como seu deus e não pode unir amor e dinheiro. O outro grupo corre atrás de uma conta bancária que cresça sistematicamente por toda a vida e sente desprezo pelos pobres miseráveis que estão do lado oposto. Neste caso, o amor é apenas um meio para chegar a uma segurança maior. Sabemos que muitos casamentos se desfazem por causa de problemas financeiros. Em inúmeras comunidades, espirituais ou não, o dinheiro leva a lutas pelo poder e a outros desentendimentos.

Desde a infância, todos nós temos, de uma forma ou de outra, contato com os problemas financeiros de nossos pais. O fato de nossa família ter dinheiro de mais ou de menos não faz a menor diferença. As emoções ligadas ao dinheiro fazem com que seja muito difícil lidar com ele. Sugiro que devolvamos ao dinheiro seu propósito original de ferramenta, separando dele nossos sentimentos. Isto não quer dizer que não devamos ficar felizes ou nos aborrecermos em relação ao dinheiro. Entretanto, é aconselhável nos tornarmos tão conscientes quanto possível a respeito de nossos próprios motivos para ganhar dinheiro e de nossas reações em relação a ele. O dinheiro, em si, não é bom nem mau.

Um equívoco muito comum sobre os preços é que alguma coisa muito cara, ou mais cara, deve ser melhor que algo mais barato. Isso pode se aplicar aos itens expostos numa prateleira de supermercado, mas certamente não ao Reiki. Energia é energia: ela não tem nada a ver com a pessoa (sem mencionar o preço) que a está transmitindo. Por outro lado, os seres humanos parecem ser incapazes de aceitar e dar valor ao que é dado de graça. O melhor exemplo é o nosso corpo, a nossa vida: é surpreendente como nós o apreciamos pouco. Para evitar que a mesma desvalorização acontecesse com o dom do Reiki, Usui Sensei, depois de anos de caridade, começou a cobrar pelas sessões e iniciações. Ele descobriu que os tratamentos de Reiki dados de graça agiam meramente como analgésicos ou comprimidos para dormir para as pessoas, sem desafiá-las a mudar e sem responsabilizá-las por sua própria vida.

 

Eu presumo que muitos praticantes do Reiki descobrem ou encontram o conceito da caridade dentro de si mesmos mais cedo ou mais tarde. Nós queremos servir nossos semelhantes e achamos que esse serviço deve ser feito de graça. Milhares de anos de condicionamento criaram esse equívoco, mas parece que cada um de nós tem de aprender isso por si mesmo.


Em alguns casos, o Reiki pode ser passado adiante sem compensação. Dentro da própria família ou círculo de amigos próximos, por exemplo, o fluxo de energia está presente de qualquer jeito. Pode ser uma bela experiência para um praticante transmitir o Reiki aos seus pais ou aos parentes. A meu ver, a única condição para uma sessão ou iniciação de graça deve ser se a outra pessoa realmente quer entrar em contato com o Reiki ou não.

Muito mais importante que o dinheiro é o aluno aprender por si mesmo que a relação energética entre ele e o professor é equilibrada, e que ambos se sintam bem a respeito da troca combinada, seja ela qual for

Newsletter

Assinar

Recebe nossas Novidades

Copyright © 2008 - 2014- reikimawashi.com -Todos direitos reservados.